Presidente Bolsonaro ( Antônio Cruz/Agencia Brasil
Notícia do dia 06/01/2020
BRASÍLIA - O presidente da República, Jair Bolsonaro [sem partido], disparou novos ataques contra à Imprensa, nesta segunda-feira (6/01), na saída do Palácio do Planalto, e disse que os jornalistas brasileiros são uma "raça em extinção". O presidente também acusou o jornal a Folha de S Paulo de publicar mentiras.
Bolsonaro falou que menos pessoas confiam na Imprensa e que a leitura diária dos jornais “envenena e desinforma” e que mandou cancelar todos os jornais e revistas do Planalto.
"Quem não lê jornal não está informado. E quem lê está desinformado. Tem de mudar isso. Vocês são uma espécie em extinção. Eu acho que vou botar os jornalistas do Brasil vinculados ao Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente]. Vocês são uma raça em extinção", afirmou o presidente.
O novo ataque a jornalistas foi feito por Bolsonaro ao criticar reportagem do Portal Uol, do grupo Folha, que publicou no dia 03 de janeiro, que ele utilizou verba pública do PP (R$ 200 mil), em 2014, para se eleger deputado federal e hoje, como presidente, passou a estimular uma campanha para que o eleitor “não vote em quem usa o fundão”.
Os valores do uso do fundo eleitoral, do então partido do presidente, o PP, constam da prestação de contas de Bolsonaro junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), segundo publicou a Folha.
Nesta segunda o presidente disparou: “O UOL falou: Bolsonaro falou para não votar em candidatos que usem o fundão, mas ele usou em 2014. O fundão é de 2017. É de uma imbecilidade. Não vou dizer todo mundo aqui, para não ser processado pela ANJ [Associação Nacional de Jornais] e não sei o quê, mas é de uma imbecilidade. Não sabe nem mentir mais”.
Segundo matéria da Folha, Bolsonaro anda incomodado com as criticas sobre eventual sanção ao projeto que garante R$ 2 bilhões para o fundo eleitoral, e que agora caiu como uma bomba no ‘colo’ dele. Se vetar Bolsonaro comprará uma briga gigantescas com partidos e o Congresso.
Ataques recorrentes
Na semana do Natal, o presidente voltou a disparar contra a Imprensa, ao ser indagado sobre planos de transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. Na ocasião Bolsonaro disse que o jornalista tinha ‘cara de homossexual terrível’ e ainda fez referência a mãe do repórter.
Em novembro de 2019, o presidente Bolsonaro assinou Medida Provisória que acaba com a obrigatoriedade dos registros profissionais de jornalista, radialista, publicitário, artista e sociólogo, numa clara retaliação as categorias. A medida teve reações de várias entidades.

