Vila Muirapinima, Juruti Velho (Para)
Notícia do dia 20/12/2022
DEAMAZÔNIA JURUTI, PA – A mineradora americana Alcoa informou ao Portal deAMAZÔNIA/Pará, por meio de Nota, que há um impasse entre a empresa e a comunidade do Jauari, no distrito de Juruti Velho, sobre o valor que deve ser pago referente aos danos ambientais por causa da exploração da bauxita em Juruti, Oeste do Pará.
Ao deAMAZÔNIA as lideranças do Jauari disseram que estão há mais de cinco meses sem receber o pagamento.
O impasse está no relatório do impacto ambiental. A Alcoa fez um estudo independente e a Acorjuve ( Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho) fez um outro. Ou seja, a empresa pleiteia pagar um valor bem abaixo do pretendido pelas comunidades, que alegam graves danos ao meio ambiente.
Um dos casos está seria contaminação de igarapés do Jauari com a lama da barragem. A mineradora nega.
Devido a esse impasse ficou definido que haveria a escolha de uma nova instituição para mediar um novo acordo.
Na nota, a Alcoa esclarece que ‘cumpriu todos os compromissos definidos em acordo firmado em março e outubro de 2021’ e que em 2022 pagou a última parcela de antecipação da indenização referente ao mês de maio.
A empresa ressalta que o Ministério Público Federal acompanha o caso. O MPF/PA propõe que o acordo seja diretamente com as famílias e não mais com a Acorjuve.
A nota da mineradora não diz se há algum prazo limite para definição final do imbróglio.
NOTA DA ALCOA
A Alcoa esclarece que cumpriu todos os compromissos definidos em Acordo firmado em março e outubro de 2021, incluindo a antecipação de parte da indenização até que fossem concluídos os estudos para a apuração dos danos e definição do valor de indenização.
A entrega dos estudos à comunidade e instituições envolvidas ocorreu em abril de 2022, portanto, a Alcoa pagou a última parcela de antecipação no mês de maio de 2022.
As Partes apresentaram seus pareceres técnicos sobre os estudos em junho de 2022, porém não houve consenso e, conforme previsto no Acordo entre as partes, o processo de escolha de uma Instituição terceira para dialogar com as partes e arbitrar o valor final da indenização está em fase de definição entre a Alcoa e a Comunidade.
O Ministério Público Federal, que acompanha o caso desde sua origem, foi acionado para apoiar no processo.
Enquanto isso, a Alcoa mantém diálogo com a comunidade e todas as instituições envolvidas na busca de uma solução justa e proporcional aos impactos gerados.
