Em presídio feminino no Pará, presas tiveram de sentar seminuas em formigueiro (Foto: CDH/OAB-PA)
Notícia do dia 28/09/2019
DEAMAZÔNIA ANANINDEUA, PA - Um grupo de detentas do Centro de Reeducação Feminino de Ananindeua, região metropolitana de Belém (PA), denunciou à Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Pará, que foram obrigadas a sentar em formigueiros usando roupas íntimas e sofreram agressões físicas por parte de homens da Força Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP), do Governo Federal.
A denúncia consta no Relatório de Inspeção Carcerária, elaborado pela Comissão da OAB/PA, divulgado na sexta-feira (20/9). O documento foi feito com base em uma inspeção realizada nos dias 11 e 12 de setembro.
Segundo as presas, as agressões aconteceram em 4 de setembro, dia da primeira intervenção no presídio. A informação é do site Brasil de Fato.
Presas foram agredidas fisicamente (Foto: CDH/OAB-PA)
Conforme as detentas, os agentes atiraram bombas dentro das celas e aplicaram spray de pimenta. Após sentarem em casas de formiga, algumas completamente nuas, elas foram obrigadas a sentar no chão com as mãos na cabeça e receberam golpes de cassetete nas pernas e braços.
De acordo com o Brasil de Fato, as presas relataram ainda que receberam ameaças como “Vocês vão morrer", dos agentes e tiveram de permanecer completamente nuas por horas.
A força-tarefa composta por agentes prisionais federais foi autorizada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, a pedido do governador Helder Barbalho (MDB), após um massacre no Centro de Recuperação de Altamira, no sudeste do Pará, onde 58 pessoas morreram.


