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Cúpula da Amazônia: Lula cobra financiamento dos países ricos para o clima

Em Belém, presidente Lula afirmou que preservar a floresta exige dinheiro; países assinam documento conjunto com recado para a União Europeia

Cúpula da Amazônia: Lula cobra financiamento dos países ricos para o clima Lula no ultimo dia da Cúpula da Amazônia (Foto: Ricardo Stuckert) Notícia do dia 10/08/2023

DEAMAZÔNIA BELÉM, PA - O presidente Lula (PT) encerrou a Cúpula da Amazônia, em Belém (PA), nesta quarta-feira (9/8), cobrando que países ricos e desenvolvidos financiem ações de preservação da Amazônia e de melhoria da qualidade de vida da população local.

 

"Nós vamos para a COP28 com o objetivo de dizer ao mundo rico que se quiserem preservar efetivamente o que existe de floresta é preciso colocar dinheiro não apenas para cuidar da copa da floresta, mas para cuidar do povo que mora lá embaixo", afirmou Lula, durante pronunciamento à imprensa.

 

A COP28, a cúpula do clima da ONU, acontece em novembro em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

 

A declaração aconteceu após uma reunião com autoridades dos países amazônicos (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela), da República Democrática do Congo, da República do Congo e da Indonésia, que também têm grande parte do seu território coberto por matas úmidas, e de São Vicente e Granadinas, que preside a Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos).

 

Lula reforçou a necessidade de “criar mecanismos para remunerar de forma justa e equitativa os serviços ambientais que nossas florestas prestam ao mundo”.

 

O presidente também afirmou que “medidas protecionistas, mal disfarçadas de proteção ambiental por parte dos países ricos, não são o caminho a trilhar”.

 

DECLARAÇÃO DE BELÉM

Declaração de Belém, divulgada na terça-feira 8 na Cúpula da Amazônia, menciona o “ideal” de alcançar o desmatamento zero até 2030, mas deixa de fora qualquer proposta de banir a exploração de petróleo.

 

O texto, composto por mais de 100 pontos, foi assinado por Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Uma das iniciativas é a criação da Aliança Amazônica de Combate ao Desmatamento, com o objetivo de “promover a cooperação regional e evitar que a Amazônia atinja o ponto de não retorno, reconhecendo e promovendo o cumprimento das metas nacionais, inclusive as de desmatamento zero”.

 

O presidente Lula se comprometeu ainda com a ampliação de forças de segurança nas fronteiras a fim de combater o narcotráfico e o crime organizado em geral.

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