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CPI cobra promessa de 10 anos da Vale de construir Alpa, em Marabá

Mineradora explora desde 1967 maior jazida de ferro em Carajás, mas maior investimento da Vale é no Ceará, com 5 mil empregos

CPI cobra promessa de 10 anos da Vale de construir Alpa, em Marabá Aeroporto de Marabá (PA) Notícia do dia 28/09/2021

DEAMAZÔNIA BELÉM, PA - Deputados da CPI da Vale, da Assembleia Legislativa do Pará, querem que a mineradora cumpra suas promessas e priorize o Pará em seus investimentos.

 

O Estado espera há 10 anos pela promessa de construção da Aços Laminados do Pará – a Alpa – em Marabá, uma promessa da mineradora que não saiu do papel.

 

Outro investimento que os parlamentares cobram é a instalação de uma unidade do projeto “Tecnored”, que utiliza tecnologia produtora de ferro gusa de baixo carbono (gusa verde), também em Marabá.

 

É mais outra promessa de investimentos no Pará, que já dura dois anos e o projeto não avançou. A mina de Carajás, fica em Paraupebas, que há 20 anos era um povoado de Marabá.  

 

Desde 2011, a Vale também faz parte do Consórcio Norte Energia, responsável pela Hidrelétrica de Belo Monte. O projeto recebe críticas de ambientalistas pelos impactos socioambientais provocados de forma irreversíveis e pelo descumprimento de uma série de condicionantes.

 

A Vale registrou lucro líquido de R$ 30,56 bilhões no primeiro trimestre de 2021 e R$ 26 bilhões no ano de 2020.

 

O maior investimento da Vale está Complexo Siderúrgico do Pecém (CSP), instalado desde 2016, em São Gonçalo do Amarante, no Estado do Ceará, com geração de 5 mil empregos, com toda matéria prima explorada no Pará. São 112 milhões de toneladas  A mineradora explora desde 1967 maior jazida de ferro em Carajás (PA).

 

A empresa Vale em uma de suas apresentações à comissão informou que uma das contrapartidas ao desenvolvimento do estado seria fazer investimentos em hospitais e fez referências às iniciativas de melhoramento ao hospital de Ourilândia do Norte,  que segundo o relator, o que existe no local são obras inacabadas.

 

A prioridade na contratação de mão de obra local por parte da empresa também foi questionada. Grande parte dos empregos gerados no Pará pela mineradora, em sua maioria não é ocupado por paraenses.

 

A CPI da Vale, presidida pelo deputado Eraldo Pimenta. não divulgou quem serão os próximos convocados.    

 

DIRETORES DA VALE

Os diretores da Vale que prestaram depoimento a CPI não respondem aos questionamentos.

 

Na semana passada, o diretor de Investimento e Desenvolvimento Social, Hugo Barreto e o gerente Executivo de Desenvolvimento Territorial e Relacionamento com Comunidades, Rafael Martinez, não souberam informar sobre licenciamentos ambientais da empresa.  

 

Em todas as oitivas, os convocados mantiveram a mesma linha, com respostas que deixam dúvidas sobre a atuação e o compromisso da Vale com o desenvolvimento do estado.

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