Universidade Federal do Oeste do Pará, em Santarém ( Reprodução)
Notícia do dia 06/05/2019
DEAMAZÔNIA SANTARÉM, PA - A reitoria da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) confirmou nesta segunda-feira (06/05) o bloqueio de créditos na ordem de R$ 21 milhões em seu orçamento. Hoje (06) os reitores Hugo Diniz, Aldeize Xavier e o pro-reitor de Planejamento e Desenvolvimento Institucional Rogério Favacho, disseram que o bloqueio faz parte da política de corte de verbas do Ministério da Educação (MEC). Ufopa é atingida com o corte de repasse de recursos maior se comparados a de outras universidades federais. VEJA A NOTA DOS REITORES NO FINAL DA MATÉRIA.
Nesta segunda (06), o Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), do Governo Federal, já mostra um espelho da perda financeiro da Universidade do Oeste do Pará.
Por causa disso a reitoria anuncia, de acordo com a Nota, que serão suspensos editais de apoio à produção científica e participação em eventos científicos de estudantes e professores, além da execução de obras com data de empenho para 2019, entre as quais o campus da universidade de Alenquer.
"As Universidades Federais são responsáveis pelo avanço da Ciência, realizando 90% das pesquisas no Brasil, e, por conseguinte, pelo desenvolvimento econômico, social e ambiental. As Universidades Federais são a vanguarda do conhecimento e personagem principal no avanço tecnológico", diz trecho da nota dos reitores.
Os recursos bloqueados seriam destinados a manutenção das atividades acadêmicas e obras de unidades acadêmicas em outras cidades do Oeste do Pará.
Os reitores vão agora buscar apoio do governador Helder Barbalho e dos deputados e senadores da bancada do Pará em Brasília.
Com redução de recursos maior que outras Universidades, Ufopa terá dificuldades para pagamentos de energia elétrica, serviços de limpeza, segurança e aluguéis.
A medida do MEC é o início do sucateamento das universidades federais, projeto do governo Bolsonaro, como meio de fortalecer as universidades particulares, dos empresários.
NOTA SOBRE AS RESTRIÇÕES ORÇAMENTÁRIAS DA UFOPA
“Está confirmado no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), do Governo Federal, o bloqueio de créditos, na ordem de 21 milhões de reais, no orçamento da Universidade Federal do Oeste do Pará do ano de 2019. Este contingenciamento corresponde a 65% dos recursos para obras e 38% dos recursos para o funcionamento acadêmico e administrativo da Universidade.
Mesmo antes do anúncio oficial por parte do Ministério da Educação (MEC), quando houve as primeiras indicações sobre estas restrições, a Reitoria buscou diálogo com o governo e com parlamentares, no sentido de impedi-las e garantir a execução do nosso Plano de Gestão Orçamentária (PGO), baseado na Lei Orçamentária Anual (LOA), aprovada pelo Congresso Nacional. A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), da qual a Reitoria da Ufopa é integrante, tem uma reunião com o MEC na próxima semana na tentativa de reverter este quadro.
Desde o ano passado começamos um processo de otimização e eficiência em nossos gastos com contratos, o que impossibilita hoje uma maior diminuição nos valores sem comprometer o funcionamento de serviços essenciais. O bloqueio de créditos orçamentários da Ufopa é maior, percentualmente, do que o de algumas universidades consolidadas.
Com isto, teremos que garantir a execução das atividades acadêmicas e das obras em andamento, pois já a partir de julho não teremos como honrar rigorosamente todos os nossos compromissos, como energia elétrica, serviços de limpeza, segurança e aluguéis. Os impactos se estendem para a impossibilidade de lançamento de editais de apoio à produção científica de estudantes e professores, e de apoio à participação em eventos científicos.
Daremos prioridade aos auxílios e bolsas planejados, garantindo os recursos para os editais. As obras planejadas para 2019 não serão iniciadas. Das obras em andamento, somente a obra de construção do prédio no Campus Alenquer pode vir a sofrer alteração no cronograma de execução. As demais seguem o planejado, pois possuem recursos empenhados de 2018.
As Universidades Federais são responsáveis pelo avanço da ciência, realizando 90% das pesquisas no Brasil, e, por conseguinte, pelo desenvolvimento econômico, social e ambiental. As Universidades Federais são a vanguarda do conhecimento e personagem principal no avanço tecnológico. Os investimentos na rede de universidades não podem ser interrompidos, sob pena de comprometer os avanços alcançados nos últimos anos, particularmente na região amazônica.
Agradecemos todas as manifestações de apoio e informamos que, nesta semana, lançaremos em nosso…

