O Hospital Regional em Santarém é referência na região em média e alta complexidade (Foto: Arquivo Agência Pará)
Notícia do dia 30/01/2021
DEAMAZÔNIA SANTARÉM, PA - O aumento de internações por covid-19 já registra que 20 pacientes estão na fila de espera por leitos, nos hospitais de referência no Oeste do Pará, região que entrou em bandeiramento Preto, com alto risco de transmissão da doença.
A informação é do prefeito de Santarém, Nélio Aguiar, que foi reconduzido, na quinta-feira (28/1), a presidência da Federação da Associação dos Municípios do Estado do Pará (Famep).
Neste sábado (30), o governador Helder Barbalho anunciou lockdown para 14 municípios do Baixo Amazonas e Calha Norte, que ficam nas próximidades da divisa com o Estado do Amazonas. O bloqueio total entra em vigor na segunda-feira (1/2).
A medida foi adotada após a disseminação da segunda onda do coronavírus, em Manaus, e a proximidade das cidades do Oeste do Pará, com o Amazonas e também devido a confirmação de casos da nova cepa, identificada em dois pacientes em Santarém, pelo Instituto Evandro Chagas.
“Nós tivemos um aumento muito grande no número de casos, uma pressão muito enorme sobre leito hospitalares, mesmo com a ampliação de leitos clínicos, mesmo com a ampliação de leitos de UTI. O Hospital Regional do Baixo Amazonas, o Hospital Regional do Tapajós em Itaituba e o Hospital 9 de Julho, em Juruti, não estão sendo suficiente para atender, toda a demanda. Nós amanhecemos hoje (30/1) com mais de 20 pacientes na fila, inclusive, seis daqui de Santarém”, afirmou o prefeito, que gravou um vídeo pedindo a colaboração da população.
“São medidas técnicas necessárias para que a gente possa se proteger e salvar mais vidas, e evitar o que acontecer com a população de Manaus e municípios do Estado do Amazonas”, completou Nélio Aguiar. Em Manaus, o número de óbitos em janeiro, já é mais que o dobro de todos os óbitos de 2020.
Os municípios que entrarão em lockdown, a partir de segunda-feira (1/2) são: Alenquer, Almeirim, Belterra, Curuá, Faro, Juruti, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná, Placas, Prainha, Santarém e Terra Santa.
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“São medidas técnicas necessárias para que a gente possa se proteger e salvar mais vidas, e evitar o que acontecer com a população de Manaus e municípios do Estado do Amazonas”, completou Nélio Aguiar. Em Manaus, o número de óbitos em janeiro, já é mais que o dobro de todos os óbitos de 2020.
Boletim deste sábado (30), em Santarém, traz o registro de mais oito óbitos, quatros confirmados de covid-19 e quatro suspeitos; Já são mais de 500 vidas perdidas para a covid-19.

