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Brigadistas presos denunciaram grileiros e loteadores de Santarém, diz WWF

WWF Brasil divulgou nota repúdio afirmando que falta clareza em investigações da Polícia sobre incêndio: “acusação sem provas é ataque à Constituição”

Brigadistas presos denunciaram grileiros e loteadores de Santarém, diz WWF Brigada de Alter do Chão, no Pará, combate queimada na região (Foto: © Brigada de Alter do Chão) Notícia do dia 28/11/2019

DEAMAZÔNIA SANTARÉM, PA - Os brigadistas, presos nesta terça-feira (26/11), em Santarém, oeste do Pará, por suspeita de incêndio criminoso, em setembro deste ano, em Alter do Chão, denunciaram à Polícia, durante audiência de custódia, nesta quarta-feira (27/11), grileiros e loteadores, que “ameaçavam as áreas de proteção ambiental”, do local. Os integrantes da Brigada de Incêndio fizeram denúncias, levando informações para os investigadores, incluindo imagens de queimadas.

 

A informação é da World Wide Fund for Nature, a WWF Brasil, traduzido significa Fundo Mundial para a Vida Selvagem e Natureza, que divulgou nota repúdio nesta quarta-feira (27/11), intitulada “Alter do Chão: acusação sem provas é ataque à Constituição”, contra a operação da Polícia Civil do estado denominada “Fogo do Sairé”, de combate as queimadas.

 

Operação da Polícia Civil realizada nesta terça-feira (26) prendeu quatro voluntários da Brigada de Incêndios de Alter do Chão, por suspeita de incêndio e apreenderam documentos e computadores na sede da ONG Saúde e Alegria. Os brigadistas Daniel Gutierrez Govino, João Victor Pereira Romano, Gustavo de Jesus Almeida e Marcelo Aron Cwerner estão mantidos presos após audiência de conciliação.

 

Em nota, a WWF Brasil afirma que há “falta de clareza sobre as investigações, a falta de fundamento das alegações usadas e, por consequência, as dúvidas sobre o real embasamento jurídico dos procedimentos adotados pelas autoridades contra os acusados”.

 

No texto, a WWF questiona a legalidade sobre a entrada e coleta de documentação nas sedes das organizações Projeto Saúde e Alegria e Instituto Aquífero Alter do Chão – onde funcionava a Brigada de Alter do Chão. “São extremamente preocupantes do ponto de vista da democracia e configuram claramente medidas abusivas”, afirma.

 

Sobre a denúncia contra grileiros, a WWF Brasil, reiterou que a grilagem sempre foi uma das principais causas de queimadas.

 

“A corrupção é e sempre foi uma das principais causas da destruição da Amazônia, das queimadas – grilagem para tomar terras, violência contra comunidades locais e povos indígenas, muitas atividades ilegais, roubo de madeira. O que se espera das diversas instâncias do governo é coragem de resolver o problema das queimadas e da especulação imobiliária na região de Alter do Chão.”, diz a Fundação Mundial.

 

LEIA AQUI A NOTA DA WWF BRASIL, NA ÍNTEGRA

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