Capital da COP30, Belém volta a ter crise na educação - Foto: reprodução
Notícia do dia 01/08/2025
DEAMAZÔNIA BELÉM, PA - O Sintepp Belém (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará) intensificou as críticas à gestão educacional da capital paraense, acusando o prefeito Igor Normando de "imitar Rossieli Soares" e de aplicar um "calote no Piso do Magistério".
Em comunicados públicos, a entidade sindical manifesta profunda insatisfação com a política de bonificação por metas, anunciada como substituta do reajuste salarial e do cumprimento do piso nacional.
Para o Sintepp, a política de bônus, que premia professores e servidores com base em rankings de desempenho, é uma manobra para desviar a atenção dos problemas estruturais da educação.
O sindicato argumenta que "bônus não é salário" e que a medida representa um "calote no reajuste dos servidores".
A entidade defende que a valorização profissional só é possível com salários dignos e boas condições de trabalho, e não por meio de incentivos pontuais que, segundo o sindicato, mascaram a realidade das escolas.
A crítica se estende à adoção de modelos que, de acordo com o Sintepp, já demonstraram ser falhos na Secretaria de Educação do Estado (Seduc) durante a gestão de Rossieli Soares.
A entidade aponta a "plataformização", o "currículo gourmet" e a "aprovação automática" como exemplos de políticas que, em vez de melhorar a qualidade do ensino, resultam em mais adoecimento, desânimo e abandono da profissão entre os educadores.
Além do aspecto salarial, o sindicato destaca a falta de investimento em áreas essenciais para a qualidade do ensino.
A entidade cobra mais tempo para o planejamento docente, apoio especializado para alunos com deficiência, melhoria da infraestrutura (como bibliotecas e laboratórios de informática) e formação continuada que seja realmente relevante para a realidade escolar. A falta de garantia de direitos como licenças e o desenvolvimento da carreira também são pontos centrais nas reivindicações.
O Sintepp de Belém reforça que não aceitará o que chama de "realidades paralelas" criadas para "produzir narrativas de governo" e que continuará a lutar contra essas políticas, que, na visão da categoria, preparam o terreno para a privatização da gestão e dos serviços educacionais.
A entidade sindical promete não se calar diante das decisões da prefeitura e se mantém mobilizada em defesa da educação pública e dos direitos dos trabalhadores.
