Delegado Fonseca, prefeito de Oriximiná
Notícia do dia 01/12/2022
DEAMAZÔNIA ORIXIMINÁ, PA - O delegado William Fonseca, prefeito de Oriximiná, Oeste do Pará, participou, ontem (30) à noite, de audiência de custódia no Fórum de Justiça do município, e depois retornou para a prisão na delegacia de Polícia. Hoje (1) completa três dias que ele está na cadeia.
O prefeito foi ouvido pelo juiz da Comarca Local, Wallace Carneiro de Souza, para esclarecer porque resistiu ao mandado e destruiu provas. Participou também da audiência o promotor de Justiça, Bruno Fernandes Silva Freitas.
A defesa de Fonseca tenta a liberdade dele por meio de uma liminar no TJPA (Tribunal de Justiça do Pará).
Fonseca foi preso no dia 29 de novembro pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo, disparo ilegal de arma de fogo, ameaça de morte, desobediência e resistência a mandado judicial, além de destruição de provas. Não havia mandado de prisão.
INVESTIGAÇÃO
A prisão ocorreu durante operação "Eu amo Oriximiná" deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Pará, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Inteligência e Segurança Institucional (GSI) e Polícia Militar, que investiga Notícia de Fato 001471-039/2022 sobre ‘ocorrência de improbidade administrativa de dano ao erário e suposto risco de enriquecimento ilícito pelo desvio de finalidade pública do uso da guarda municipal como segurança particular do prefeito.’
GAECO e a PM cumpriam os mandados judiciais de busca e apreensão, contra o prefeito e mais três servidores públicos, em relação a telefones, celulares, documentos e HDs.
Ao cumprir mandado na residência de Fonseca, segundo o Gaeco, houve resistência por parte do prefeito, que deu três tiros em um aparelho de celular de sua propriedade, destruindo o equipamento que era alvo da busca e apreensão, além de proferir ameaças de morte contra integrantes da equipe que cumpria o mandado judicial.
Foram encontradas na residência do prefeito cinco armas, sendo que duas eram de uso da polícia civil, duas outras regulares de sua propriedade e uma carabina ilegal.
O promotor Bruno Fernandes foi quem pediu a realização da operação na casa do prefeito e também requereu que o processo sobre o caso, que corria em segredo de Justiça, fosse tornado público.
OUTROS SERVIDORES
Além do prefeito também foram alvos da operação: Raimundo Conceição da Silva (secretário de Segurança Pública e Defesa Social); Antônio Malcher Seixas (comandante da Guarda Municipal) e Fábio Anderson da Cruz Fernandes (assessor de gabinete do prefeito).
Por meio de Nota, delegado Fonseca tratou o caso como perseguição política e pirotecnia do MPPA. Aliados do prefeito dizem que na prisão ele faz greve de fome, em protesto.


