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Alcoa nega soterramento de nascentes de rio e lama para igarapés de Juruti (PA)

Em Nota, mineradora americana assegura ainda que realiza monitoramento permanente da área na comunidade do Jauari, em Juruti Velho

Alcoa nega soterramento de nascentes de rio e lama para igarapés de Juruti (PA) Exploração da Alcoa em Juruti, Oeste do Pará ( reprodução vídeo Alcoa) Notícia do dia 30/08/2022

DEAMAZÔNIA JURUTI, PA - A direção da empresa Alcoa negou que as operações de exploração de bauxita em Juruti, Oeste do Pará, estejam despejando lama e soterrando igarapés e nascentes de rio da comunidade do Jauari, em Juruti Velho, conforme denúncia dos moradores ao MPF (Ministério Público Federal-Pará).

                                                  

Segundo a Nota, enviada hoje (30/8), ao Portal DeAMAZÔNIA/PARÁ, a empresa diz que em 2020 as fortes chuvas carrearam somente galhos e terra, ou seja, material orgânico e que para evitar maiores danos fez o recobrimento do local, com manta geotêxtil.

 

A Alcoa esclarece também que foi elaborado um plano de compensação socioambiental objetivando atender a comunidade do Jauari, que tem por objetivo diminuir os impactos, e que este estudo tem o acompanhamento da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e do Ministério Público do Pará.

 

A mineradora americana assegura ainda que realiza monitoramento permanente da área.

VEJA A NOTA DA ALCOA, na íntegra:

 

Nota de Esclarecimento

A Alcoa vem recebendo novos questionamentos sobre o incidente na comunidade do Jauari e novamente buscamos esclarecer o ocorrido. Em dezembro de 2020, devido às fortes chuvas na região de Juruti Velho, foram carreados somente materiais orgânicos (galhos e terra) para apenas um igarapé da comunidade. Vale destacar que o incidente não tem relação com as operações do sistema de rejeitos da Alcoa, estes que não contém materiais químicos ou tóxicos. 

 

Como medida emergencial, à época, a Alcoa fez a estabilização da área atingida de imediato. Na sequência, com a participação da própria comunidade, fez a colocação de manta geotêxtil, paliçadas (estacas de varas) e a revegetação com espécies nativas, para promover o recobrimento do local. Seguimos, como de costume, com monitoramentos permanentes nas áreas.

 

A Alcoa vem realizando uma série de diálogos com a comunidade de Jauari, buscando ações mitigatórias para os impactos ambientais destes incidentes. Dentre estas, está o Plano de Recuperação da Área Degradada (PRAD), que conta com a participação ativa da comunidade. 

 

Além disso, também foi elaborado um plano de compensação socioambiental, que tem por objetivo diminuir os impactos causados na ocasião. Ele é baseado em estudos e análises de impacto ambiental conduzidos em conjunto com a comunidade e Alcoa, com supervisão da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) no diálogo com os moradores.

 

A empresa também contratou estudos independentes de avaliação socioambiental, que contaram com a participação dos comunitários e que nortearam as ações de reparação e indenizações para a comunidade. Este também passa pela avaliação e aprovação da Semas e MP. 

 

Por fim, a Alcoa Juruti esclarece que não participou de reunião no dia 28 de julho deste ano envolvendo os órgãos e entidades citadas e, tampouco, tomou conhecimento dos assuntos tratados, mas ressalta que permanece aberta ao diálogo com a comunidade, poder público e instituições como sempre esteve durante todo o processo de atenção ao incidente ocorrido em 2020.

 

ALCOA.

 

 

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