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Alcoa coleta amostra e diz que igarapés do Jauari, em Juruti, não estão poluídos

Mineradora contesta que haja impactos relacionados às atividades de exploração da bauxita

Alcoa coleta amostra e diz que igarapés do Jauari, em Juruti, não estão poluídos Alcoa coleta amostra e diz que igarapés do Jauari, em Juruti, não estão poluídos (Foto: Divulgação/Alcoa) Notícia do dia 26/12/2022

DEAMAZÔNIA JURUTI, PA - A direção da Alcoa informou nesta sexta-feira (23/12) que realizou uma inspeção visual no igarapé da comunidade do Jauari, em Juruti Velho, no dia 22 de dezembro, onde coletou amostras de água, não sendo identificadas nenhuma alteração dos parâmetros ambientais, bem como não teriam sido encontrados impactos relacionados às atividades de exploração da bauxita pela mineradora.

 

Segundo a Alcoa, foram coletadas sete amostras com o aparelho denominado “turbidimetro” nos locais indicados pelos comunitários.

 

A resposta da empresa é referente a matéria “Moradores de Jauari vão passar Natal sem água encanada e sem poder tomar banho, que o Portal de AMAZÔNIA publicou no dia 21 deste mês.

 

“Sobre os incidentes que aconteceram entre os anos de 2020 e 2021, na região da comunidade Jauari, em Juruti, as inspeções e amostragens que vem sendo feitas periodicamente indicam que não subsistem impactos ligados com qualidade da água e turbidez em decorrência dos incidentes. Alcoa esclarece, ainda, que cumpriu todos os compromissos definidos em Acordo firmado em março e outubro de 2021, incluindo a antecipação de parte da indenização até que fossem concluídos os estudos para a apuração dos danos e definição do valor de indenização”, diz a mineradora.

A Alcoa reitera que entregou estudos às comunidades e instituições envolvidas em abril de 2022, conforme foi acordado, e que pagou a última parcela de antecipação no mês de maio de 2022 as famílias.

 

A empresa diz ainda que nova proposta de indenização referente a compensação ambiental tem como base estudos e pareceres técnicos.

 

A Acorjuve (Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho) realizou também um estudo técnico de impacto ambiental, o qual relata sérios danos ao meio ambiente, devido a exploração do minério, o que provocou um impasse das partes que não chegaram a um acordo sobre os novos valores das indenizações.

 

Segundo a empresa, ficou definido que a Alcoa e a comunidade escolherão uma Instituição para mediar com as partes e arbitrar o valor final da indenização.

 

A mineradora americana diz ainda que mantém diálogo com as famílias do Jauari e todas as instituições envolvidas na busca de uma solução justa e proporcional aos impactos gerados.

 

O Ministério Público Federal acompanha o caso.

 

A Nota da Alcoa contesta informações dos moradores do Jauari, que enviaram ao Portal deAMAZÔNIA, na quinta-feira (21/12), fotos e vídeos de lagos e igarapés com água de coloração barrenta que eles afirmam ser resultado do vazamento da bacia da exploração da bauxita.

 

As famílias relatam ainda que esses locais estão impróprios para o banho e a pesca e que os terrenos também sofrem danos ambientais, deixando moradores sem condições de cultivar plantações.

 

O OUTRO LADO

Lideranças do Jauari, ouvidas hoje (26), pelo Portal DEAMAZÔNIA, disseram que mantêm a informação de que igarapés e lagos da comunidade estão tomados por barro que seriam oriundos da bacia da Alcoa.

 

Os moradores falaram também que em janeiro de 2023 querem mobilizar a Imprensa do Estado para visitar a comunidade do Jauari, afim de verificarem in loco os danos ambientais causados pela exploração da bauxita.

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