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Preterido no ninho tucano, Jatene agora afaga bolsonaristas

Em entrevista a jornalista Mary Tupiassu, ex-governador disse que Bolsonaro não representa ameaça a democracia: ‘discurso fantasioso’; VÍDEO

Preterido no ninho tucano, Jatene agora afaga bolsonaristas Simão Jatene em entrevista a jornalista Mary Tupiassu ( Reprodução/Belém Trânsito)) Notícia do dia 25/01/2022

DEAMAZÔNIA BELÉM, PA -  “Eu posso ser ingênuo, posso está ficando velho, caduco, essas coisas todas são possíveis, eu posso da margem para qualquer conversa, mas eu não consigo ver razões objetivas”, afirmou o ex-governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), ao ser questionado pela jornalista Mary Tupiassu, durante entrevista ao site Belém Trânsito, se o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) era fascista.

 

Na entrevista, levada ao ar nesta segunda-feira (24.jan.2022), o ex-governador reiterou, por várias vezes, que Bolsonaro não representa uma ameaça à democracia.    

 

“Eu realmente não acho, eu não acho. Eu acho um discurso, rigorosamente, fantasioso [..]. Acho que ele não representa perigo para que vez em quando se tenta criar. A fantasia de que você pode ter uma reprodução do Hitler, da Alemanha, aqui... Eu não o acho uma ameaça à República. O que ameaça a República é viver interpretando a lei conforme conveniência”, declarou.

 

Preterido no ninho tucano, este é o primeiro afago público de Jatene ao ego bolsonarismo. No final do ano passado, ele teve encontro com o deputado federal, delegado Everaldo Eguchi (Patriota), aliado de Bolsonaro, onde discutiram ‘o futuro do Pará’. 

 

O ex-governador também elogiou a operação Lava Jato, numa sinalização a corrente de seguidores do ex-juiz Sérgio Moro (Podemos), formado em parte por apoiadores bolsonaristas arrependidos, segundo dizem pesquisas.

 

ELEIÇÕES

Sobre as eleições 2022, Simão Jatene defendeu a formação de uma grande frente de oposição contra a reeleição do governador Helder Barbalho (MDB).

 

“Eu não defini candidatura, não defini apoios, eu defini uma coisa: que contribuiria para a formação de uma grande frente que se opusesse ao [governo] que está aí. Eu tenho discutido e tenho dito que participarei das eleições, ou como candidato ou como gandula, porque, obviamente, estão brigando para que eu não seja candidato. Pra mim o fundamental é fazer oposição ao [governo] que está aí”, disse.

 

Helder é desafeto do presidente Jair Bolsonaro, desde quando o governador do Pará não aceitou métodos negacionistas para combater a pandemia da covid.