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Mineradora do Canadá pode retirar até 100 mil toneladas de ouro, por ano, do Tapajós (PA), diz The Intercept

Cabral Gold, que explora ouro em Itaituba, não tem licenciamento ambiental e se beneficia de guias do 'projeto boiada' do ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles

Mineradora do Canadá pode retirar até 100 mil toneladas de ouro, por ano, do Tapajós (PA), diz The Intercept Centro da cidade de Itaituba, Pará (Foto: Reprodução/Internet) Notícia do dia 10/01/2022

DEAMAZÔNIA ITAITUBA, PA - A mineradora canadense Cabral Gold obteve o direito de retirar, por ano, até 100 mil toneladas de ouro da floresta na região do Tapajós, distrito de Cuiu Cuiu, em Itaituba, Estado do Pará.

 

A Cabral Gold teria descoberto a terceira maior mina de ouro do Brasil no Pará e realiza a exploração, desde 2017, sem nenhum tipo autorização, graças a uma manobra do governo Bolsonaro.

 

A informação é do site The Intercept Brasil.

 

A região do Tapajós é considerada a maior província mineral produtora de ouro do Brasil e uma das maiores e mais expressivas províncias minerais do mundo.

 

A descoberta da mina em Cuiu Cuiu seria a nova corrida do ouro no Brasil, superior a Serra Pelada, Pará (décadas de 70/80).

 

Segundo o Intercept, a mineradora canadense não possui licenciamento ambiental e a concessão definitiva de lavra no local. A Cabral dispõe apenas de duas guias de Utilização, expedidas pela Agência Nacional de Mineração.

 

A empresa se beneficiou do ‘projeto boiada’, do ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, que mudou as regras ambientais para exploração do garimpo, baseado na resolução 37 do governo Bolsonaro – um atalho para antecipar projetos de minérios.

 

“Com a nova resolução, a licença ambiental, que antes era pré-requisito para a emissão da Guia de Utilização, não é mais obrigatória. A manobra também inverteu a ordem das exigências e, agora, as mineradoras primeiro obtêm a autorização da ANM para depois buscarem o aval do órgão ambiental. Ou seja, a agência autoriza a atividade antes mesmo de saber o seu potencial impacto sobre o meio ambiente”, diz o The Intercept.

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