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Governador do Pará diz que vacinação de adolescentes vai continuar no Estado

“ Decisão do Ministério da Saúde é unilateral e causa insegurança em milhões de brasileiros”, afirmou Helder Barbalho

Governador do Pará diz que vacinação de adolescentes vai continuar no Estado Governador do Pará, Helder Barbalho Notícia do dia 17/09/2021

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - O governador Helder Barbalho (MDB) disse ontem (16/9) que a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos, contra a covid-19, vai continuar no Pará.

 

O governador decidiu não seguir a recomendação do Ministério da Saúde que emitiu uma nota técnica recomendando apenas vacinação para o público, dessa faixa etária, com comorbidades ou privados de liberdade.

 

“A vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos vai continuar no Pará. A suspensão da imunização por parte do Ministério da Saúde é baseada em decisão unilateral e causa insegurança em milhões de brasileiros”, escreveu o governador, em sua conta no twuitter.

 

A Nota do Ministério apresenta informações equivocadas de que a Organização  Mundial da Saúde (OMS) não recomenda imunização de adolescentes com ou sem comorbidades.

 

“Até o momento, o Pará já vacinou 174.839 pessoas desse público com a 1ª dose. Entendemos que a imunização deste grupo é fundamental para o equilíbrio da pandemia no Estado”, completou Helder.

Já a  Anvisa é contra a recomendação do Ministério da Saúde.

 

Agência mantém recomendação de vacinação com Pfizer para maiores de 12 anos. "Com os dados disponíveis até o momento, não existem evidências que subsidiem ou demandem alterações nas condições aprovadas para a vacina", diz a nota.

INTRAQUILIDADE

A posição de Helder é a mesma do governador de São Paulo, João Doria, classificou de descabida a decisão do Ministério da Saúde.

 

 “Um equívoco do Ministério da Saúde determinar a suspensão da vacinação dos adolescentes de 12 a 17 anos. Nós não faremos esse equívoco em São Paulo. Aqui, nós vamos continuar a vacinação. Nosso Comitê Científico determinou que nós façamos a vacinação. Podemos e devemos. E assim faremos. Fico surpreso e indignado, como pai que sou de adolescentes, dessa orientação do Ministério da Saúde, descabida e que, ao mesmo tempo, traz intranquilidade para milhões de pais em todo o Brasil”, afirmou o governador de São Paulo.

 

Em julho, quando foi anunciada a recomendação do uso de Pfizer para menores de 16 anos, a organização apenas sugeriu que os países priorizassem a população de risco no atual momento da pandemia. A orientação é pautada em um possível compartilhamento de vacinas entre países, de forma a ampliar a imunização mundial.