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Madeireiros invadem sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santarém

A invasão aconteceu após decisão do TRF1 que suspende ações de exploração de madeira dentro da Reserva Extrativista (Resex) Tapajós Arapiuns

Madeireiros invadem sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santarém adeireiros invadem sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém, no oeste do Pará (Foto: Ascom/STTR) Notícia do dia 03/05/2021

DEAMAZÔNIA SANTARÉM, PA - A sede do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém (STTR), no oeste do Pará, foi invadida na manhã desta segunda-feira (3/5) por madeireiros da região, que defendem a criação de cooperativas de manejo dentro da Reserva Extrativista (Resex) Tapajós Arapiuns sem consultar a comunidade local, como preveem as normas e diretrizes que regem as reservas e como defende o sindicato.

 

Segundo informações do site Mundo Sindical, a invasão ocorreu devido uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) de 30 de abril, que suspendeu a decisão liminar da Justiça Federal de Santarém que autorizava a retomada dos processos de Plano de Manejo dentro da Reserva Extrativista (Resex) Tapajós Arapiuns, localizada entre os municípios de Santarém e Aveiro, no Pará. 

 

A decisão faz parte de uma Ação Civil Pública (ACP) movida pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares de Santarém (STTR) e pelo Conselho Indígena Tapajós Arapiuns (CITA), com assessoria jurídica da Terra de Direitos.

 

As entidades pediram a suspensão dos procedimentos de aprovação dos planos de manejo florestal dentro da Resex até que fosse realizada a consulta prévia, livre e informada das 78 comunidades tradicionais e aldeias que vivem na Reserva.

 

Segundo Marilene Rodrigues Rocha, secretária de Administração e Finanças do Sindicato, em uma unidade de conservação com 667 mil hectares, estão criando duas cooperativas de manejo forestal sem qualquer consulta a comunidades nem aos representantes dos trabalhadores.

 

“O sindicato é contra, sim, porque a decisão não está sendo discutida com as comunidades, as famílias, nem tampouco foi feita a pesquisa prévia para saber se eles aceitam ou não essas cooperativas no local, nem sabemos quem seriam os organizadores dessa cooperativa”, explica a dirigente.