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Dionar Cunha, acusado de ser mandante da morte de Iran Parente e esposa, deixa presídio

Ex-gerente do Inmetro de Santarém ficou preso por pouco mais de dois meses; defesa promete apresentar fatos novos

Dionar Cunha, acusado de ser mandante da morte de Iran Parente e esposa, deixa presídio Dionar Cunha, ex gerente do Notícia do dia 08/07/2020

DEAMAZÔNIA SANTARÉM, PA - O ex-gerente do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) de Santarém, Dionar Nunes Cunha Junior – principal suspeito de ser mandante do assassinato do empresário Iran Parente a sua esposa Josiele Prezza, em Santarém, Oeste do Pará – foi solto no início da tarde desta quarta-feira (8/7) e irá responder o processo em prisão domiciliar.

 

O pedido foi feito pelos advogados de defesa de Dionar, Américo Leal, Rodrigo Marques e Marcelo Oliveira. Os advogados gravaram um vídeo e disseram acreditar na inocencia dele, informando que irão revelar novos fatos a polícia. 

 

Dionar era “amigo” e da confiança de Iran. Ele estava preso desde o dia 3 de maio. Os corpos de Iran e da esposa foram encontrados em uma casa na comunidade de Boa Esperança, na região do planalto, no dia 23 de fevereiro.

 

Iran era conhecido em Santarém como agiota.

 

Erick Renan, acusado de executar Irana e Josiele foi preso e dias depois revelou o esquema do duplo homicídio.  

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Outras três pessoas: Alessandro Gomes da Silva (Mineirinho), Aline Maiara Ribeiro dos Santos (companheira de Mineirinho) e Valdileno Fraga Dias (Preto), que estariam envolvidas no crime são consideradas foragidas da justiça.

 

O delegado Gilvan Almeida disse durante coletiva de imprensa na manhã do dia 4 de maio, na 16ª Seccional Urbana de Polícia Civil, que o que levou Dionar a planejar a morte de Iran teria sido “ganância”. Segundo a polícia, o acusado queria documentos que estavam em poder da vítima.

 

“O Iran começou a vida como camelô e em 20 anos conseguiu angariar uma grande fortuna. O Iran atuava na prática da agiotagem, emprestava dinheiro e pegava garantias como cheques, notas promissórias, documentos de imóveis e documentos de veículos. Levava tudo isso em uma mochila.

 

O Erik Renan foi contratado para matar o Iran e pegar uma pasta de documentos, e se a Josiele estivesse junto era pra ser morta também”, contou delegado Gilvan.